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Águas do Tarumã: quando a paisagem se torna silêncio

  • Writer: Max Cohen
    Max Cohen
  • Jan 7
  • 2 min read

Updated: Jan 7

Há lugares que não pedem explicação.

Pedem presença.

O Tarumã é um deles.


A coleção Águas do Tarumã nasce do encontro entre água, luz e tempo — um território onde o olhar desacelera e a fotografia deixa de ser registro para se tornar experiência. Não se trata de documentar um rio amazônico, mas de escutar visualmente o que ele diz quando tudo ao redor silencia.


As imagens desta série foram produzidas às margens do rio Tarumã, em Manaus (Amazonas), explorando superfícies d’água, reflexos, sombras e atmosferas sutis. O uso do preto e branco e da longa exposição não é apenas uma escolha estética: é uma forma de retirar o excesso, reduzir o ruído visual e permitir que a paisagem revele sua dimensão mais essencial.




A água como linguagem visual


Na coleção, a água não é cenário.

Ela é linguagem.


Espelhos líquidos deformam a realidade, dissolvem o horizonte e transformam árvores, céu e margem em manchas gráficas, quase abstratas. Em alguns momentos, a presença humana surge apenas como vestígio — uma canoa, uma linha, uma sombra — sugerindo travessia, não ocupação.


Cada fotografia constrói uma tensão delicada entre o que é visível e o que é sentido. O rio deixa de ser um elemento geográfico e passa a funcionar como metáfora do tempo, da memória e da impermanência, temas recorrentes na fotografia autoral contemporânea.



Rio Tarumã em preto e branco e em longa exposição. Floresta alagada. Fotografia fine art da Amazônia - Manaus - Amazonas.


Estética minimalista e atmosfera contemplativa


A série dialoga diretamente com uma estética minimalista, onde poucos elementos são suficientes para sustentar a imagem. Linhas horizontais sutis, contrastes suaves, gradações tonais e grandes áreas de silêncio visual criam composições que convidam o observador a permanecer.


Não há pressa nas imagens.

Não há narrativa explícita.

Há espaço.


Esse espaço é intencional: ele permite que cada pessoa projete suas próprias memórias, emoções e estados internos. A fotografia deixa de conduzir e passa a acolher o olhar.



Técnica a serviço da intenção


As fotografias da coleção Águas do Tarumã utilizam longa exposição para suavizar a água, diluir movimentos e transformar instantes em superfícies contínuas. A técnica não se impõe — ela desaparece dentro da imagem.


O resultado é uma visualidade limpa, silenciosa e atemporal, onde a Amazônia surge longe do clichê da exuberância excessiva e próxima de uma poética da contemplação. Trata-se de uma Amazônia íntima, quase meditativa.



Rio Tarumã, em Manaus - Amazonas. Fotografia fine art em preto e branco e em longa exposição. Praia com as árvores em área alagada. Céu dramático.


Uma coleção dentro de um percurso maior


Águas do Tarumã integra um conjunto mais amplo de coleções que investigam paisagem, tempo e percepção, dialogando com séries como Amazônia Minimalista, Manaus em Longa Exposição e Entre Margens e Horizontes. Juntas, elas constroem um percurso visual coerente, no qual a fotografia atua como instrumento de escuta e reflexão.


Esta coleção, em especial, é um convite para olhar a Amazônia não pelo excesso, mas pelo essencial.



Para quem é esta coleção


As obras dialogam com:

  • apreciadores de fotografia fine art

  • colecionadores que buscam imagens contemplativas e atemporais

  • arquitetos e designers de interiores interessados em arte de atmosfera

  • públicos sensíveis à paisagem amazônica sob uma abordagem contemporânea

  • leitores e observadores que valorizam silêncio, espaço e pausa visual


Águas do Tarumã não pede atenção imediata.

Ela pede tempo.

E talvez, exatamente por isso, permaneça.


👉 Explore a coleção completa e os detalhes de cada obra diretamente na página da série.

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