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Entre Margens e Horizontes

A coleção “Entre Margens e Horizontes”, de Max Cohen, reúne um conjunto de fotografias em preto e branco realizadas em Iranduba e Manacapuru, ao longo do Rio Negro, do Rio Solimões e do Rio Ariaú. Construídas a partir da técnica da longa exposição, as imagens suspendem o tempo e transformam a paisagem amazônica em um território de contemplação, silêncio e permanência. As águas tornam-se superfícies etéreas, os céus se alongam em gestos sutis e o horizonte passa a ser mais do que um limite físico: converte-se em uma experiência sensorial e simbólica.

Ao percorrer margens, praias fluviais, comunidades ribeirinhas, estruturas de madeira, embarcações e vegetação nativa, a coleção propõe um olhar atento sobre a relação profunda entre natureza e modo de vida amazônico. Não se trata de registrar o evento ou o instante, mas de revelar o que permanece quando o ruído do tempo é diluído: a quietude dos rios, a escala do território, a presença humana integrada à paisagem. Em cada fotografia, o espaço se organiza como um campo de equilíbrio entre cheio e vazio, luz e sombra, matéria e fluxo.

O uso rigoroso do preto e branco acentua texturas, volumes e contrastes, afastando a leitura imediata e convidando o observador a uma fruição mais lenta e introspectiva. A ausência da cor reforça o caráter atemporal das cenas e aproxima a coleção de uma tradição estética ligada ao minimalismo, à fotografia de paisagem contemporânea e à poética do sublime silencioso. As imagens dialogam tanto com a vastidão dos rios quanto com a delicadeza dos detalhes, criando uma narrativa visual que oscila entre o íntimo e o monumental.

“Entre Margens e Horizontes” é, assim, uma reflexão visual sobre o tempo, o território e a Amazônia enquanto espaço vivido e imaginado. Mais do que um conjunto de paisagens, a coleção se apresenta como um convite à pausa e à contemplação — uma obra pensada para ambientes que valorizam arte autoral, arquitetura, design e curadoria sensível, e para todos que buscam, na fotografia, uma experiência estética profunda e duradoura ligada à identidade amazônica.

👉 Clique na imagem para ampliar e conhecer sua ficha descritiva.

Fotografia em preto e branco de uma comunidade ribeirinha no Amazonas, capturada com longa exposição; rio suavizado como superfície lisa, céu em movimento, casas flutuantes e barco branco na margem; atmosfera minimalista e contemplativa.
Longa exposição em preto e branco do Rio Ariaú por Max Cohen, água suavizada, nuvens em movimento, floresta densa nas margens e pequena casa ribeirinha.
Longa exposição em preto e branco da Praia de Açutuba por Max Cohen, areia clara em diagonal, barcos encostados, rio Negro suavizado e escuro, atmosfera minimalista e silenciosa.
Paisagem em preto e branco de uma comunidade ribeirinha no Amazonas; longa exposição transforma o rio em superfície lisa, barcos imóveis na margem e céu suavemente desfocado; composição minimalista e contemplativa de Max Cohen
Longa exposição em preto e branco do Lago do Ubim, Manacapuru, com água suavizada, troncos emergindo como esculturas naturais e floresta ao fundo sob céu dramático; estética minimalista e contemplativa assinada por Max Cohen
Fotografia em preto e branco de uma comunidade ribeirinha no Amazonas, capturada com longa exposição; rio suavizado como superfície lisa, céu em movimento, casas flutuantes e barco branco na margem; atmosfera minimalista e contemplativa.

© 2026 by Max Cohen.

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